A chuva fez a maior parte dos ciclistas paulistanos de lazer ficar em casa, na primeira experiência de um final de semana com ciclofaixa aberta durante a noite e a madrugada na avenida Paulista.
Mas alguns não se intimidaram. Munidos de capas de chuva ou só de coragem, curtiram o passeio molhado e não reclamaram da sorte.
Os mais empolgados até acharam que a chuva tornou o trajeto ainda melhor. “Não atrapalhou, pelo contrário, é mais divertido”, disse a assistente administrativa Camila Gilberti, 33, por volta das 23h do sábado, sob garoa forte.
“Não aguentei, tive que pegar a bike e vir pedalar”, explicava um ciclista aos “bandeiras”, monitores que ajudavam a orientar os usuários.
O “bandeira” Carlos de Magalhães, 46, tentou explicar o fenômeno. “O pessoal quer deixar registrado no Facebook que esteve na inauguração da ciclofaixa à noite.”
O certo é que, até por volta da meia-noite de sábado, o movimento de ciclistas era, embora pequeno, contínuo.
A estudante Virgínia Antonioli, 23, e seu pai, Cláudio, 59, percorreram em dupla a avenida e pretendiam ir até o parque do Ibirapuera, “se parar de chover”, pelo outro trecho de ciclofaixa aberto.
Mas, com a falta de luz nas imediações do parque, a CET começou a remover, por volta da 0h30, os cones da ciclofaixa que passava por avenidas como a Domingos de Morais e a Indianópolis.
Alguns motoristas ficaram contrariados por ter de enfrentar mais de 40 minutos de trânsito para atravessar a Paulista enquanto a ciclofaixa estava praticamente vazia.
Especialmente depois da meia-noite, quando ficou claro que havia mais pessoal da organização circulando de bicicleta do que ciclistas.
O português Fernando Albuquerque, 44, que trabalha como gerente comercial em São Paulo, amargou o trânsito pesado para voltar para casa no sábado e não entendeu a ciclofaixa no horário. “Acho que faz mais sentido durante o dia. À noite, o pessoal quer passar e ficam só três faixas para os carros circularem.”
Fonte: Folha.com

