Espetáculo A Poesia Feita Espuma é atração na Bela Vista

Dando continuidado ao espetáculo São Paulo Surrealista, começa a temporada de A Poesia Feita Espuma, com direção de Maarcelo Marcus Fonseca, nesta segunda parte do espetáculo, viaja pelo submundo paulista pela ótica poética do poeta paulista Roberto Piva.

No início do enredo, Fernando Pessoa chega à capital paulista trazido pelo mar, sendo recebido por Beatriz, musa irreal e amada de Dante. Ela reflete sobre o cidadão mecânico, que gesticula por obrigação e anuncia o teatro como salvação: neste momento uma peça do espanhol Salvador Dalí, inédita no Brasil, é representada dentro da própria encenação sob direção do mestre da pintura do surrealismo.

Dante surge à procura de Beatriz. Ela está pregada em um quadro, mas se desprende para seguir com ele os caminhos que levam ao paraíso. Nessa trajetória invocam, do fogo, o poeta Roberto Piva e com ele parte da geração beat paulista, além do americano Allen Ginsberg. Piva tem seu tão sonhado encontro com Dante e Beatriz, envolve-se com a cidade de rap, com chacina de adolescentes e com muitas prostitutas (inclusive Neusa Sueli, personagem de Plínio Marcos). O poeta vive a deformação poética de cada rua em que passa.



A caminho do céu, depois de perder de vista Dante e Beatriz, Roberto Piva vê o alinhamento dos planetas, anunciando o fim do mundo. Ele chega às portas do Paraíso onde é recebido por São Bernardo, Santo André e São Caetano, enquanto Deus dorme entediado: uma figura surpreendente, a partir da descoberta recente de “sua partícula” (quase impossível de se achar). Roberto Piva – embriagado de fogo paulista – trava um diálogo com Deus sobre a cidade. E lixo invade a cena como um temporal. Garis montam suas esculturas com os restos deixados pelos cidadãos, anunciando o fim do mundo.

Serviço:

Local: Madame Satã
Endereço: Rua Conselheiro Ramalho, 873 – Bela Vista
Datas: Até 15 de dezembro de 2012
Horários: Sexta e sábado, às 21 horas

Fonte: Filtro Cultural



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