Uma semana depois do Shopping Pátio Higienópolis, o Shopping Pátio Paulista também teve seu alvará de funcionamento cassado.
A medida seria publicado hoje no “Diário Oficial” da Cidade de São Paulo.
Os dois empreendimentos são investigados por suspeita de terem pago propina para obter licenças da prefeitura.
Mas a cassação dos alvarás, nos dois casos, é por irregularidades nos estacionamentos para os clientes.
No Pátio Paulista, a garagem principal do prédio e um estacionamento conveniado não têm licença de funcionamento.
Um lava-rápido funciona –também sem alvará– no local onde deveria haver vagas para veículos de consumidores.
Na semana passada, o empreendimento repintou as vagas e criou áreas demarcadas onde antes os carros paravam irregularmente, próximo a paredes e pilastras. Mas o lava-rápido não foi removido do local.
Segundo a Secretaria das Subprefeituras, os documentos entregues na sexta-feira pelo shopping não foram suficientes para justificar a redução do espaço destinado às vagas. Por isso, houve a decisão de cassar o alvará.
Prazo
Agora, o empreendimento tem cinco dias úteis para regularizar a situação.
Caso não o faça, será multado no dia 19 em R$ 1,18 milhão e notificado a fechar as portas em dez dias. Mais uma vez, caso não cumpra a ordem, será interditado no dia 30.
A lacração do Higienópolis está prevista para o dia 27.
O Higienópolis foi multado em R$ 1,5 milhão e teve o processo de cassação do alvará aberto –não por suspeita de pagamento de propina, mas por falta de alvará do estacionamento principal e dos conveniados.
A prefeitura de São Paulo deflagrou uma blitz em 53 shoppings. Os que estiverem funcionando sem alvará serão notificados a fechar as portas.
Resposta
Administradora não comenta A BGE, empresa do grupo Brookfield que administra o Shopping Pátio Paulista, informou que não se manifestará sobre a cassação do alvará de funcionamento do local neste momento.
Essa é a posição que a BGE vem adotando desde que a prefeitura iniciou a fiscalização no shopping, após a reportagem revelar que sua ex-diretora financeira Daniela Gonzalez acusa a empresa de ter pago propinas a funcionários públicos para obter licenças de obras nos empreendimentos.
Nas primeiras manifestações, a BGE disse desconhecer qualquer tipo de propina.
Fonte: Agora São Paulo

