O atentado contra os estudantes da FGV (Fundação Getúlio Vargas) na última quarta-feira (23), em um bar a cem metros da faculdade, na Bela Vista, região central de São Paulo, foi motivado por ciúme. O autor do crime foi preso no domingo (27) e, segundo a polícia, confessou o assassinato de Júlio César Grimm Bakri, de 22 anos, e a tentativa de homicídio contra Christopher Akio Cha Tominaga, de 23 anos.
Policiais do 4º DP (Distrito Policial) da Consolação sabem que o segundo atirador é irmão do homem que já foi preso. Ele está foragido e há suspeitas de que se esconde na região de Foz do Iguaçu, no Paraná, divisa com o Paraguai. Segundo a polícia, o suspeito foragido tem passagens pela polícia por roubo. Também no domingo, a polícia apreendeu uma moto que teria sido usada no crime.
A polícia investigava uma informação de que pelo menos um dos assassinos de Júlio César estava no bar da avenida 9 de Julho, onde alunos da FGV costumam se reunir. Segundo investigadores, o suspeito que foi preso estava com a namorada no bar. A moça foi ao banheiro, e o suspeito percebeu que os estudantes teriam “mexido” com ela. Quando a garota voltou, o namorado chamou-a para fora do bar e a levou embora.
Foi a outro bar na região, onde estaria seu irmão. Contou o que acontecera. O irmão, segundo a polícia, providenciou as armas. Os dois subiram na moto, chegaram ao local onde Júlio César, Christopher e outros três amigos tomavam cerveja e jogavam baralho e disparam 15 tiros de pistola calibre 45. Cinco deles mataram Júlio César. Outros quatro deixaram Christopher ferido. Ele perdeu um rim e continua internado no Hospital das Clínicas.
Inocente
Dino Fernando Peporine, de 28 anos, que foi detido na sexta-feira, passou duas noites na cadeia e teve a prisão preventiva decretada por envolvimento no crime. Ele saiu da carceragem do 77º DP na tarde de domingo.
Fonte: R7

